Ambiente e Saúde

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A associação ecologista Quercus exige que o Governo português elabore um Plano Nacional para o Ambiente e Saúde, com o objectivo de superar a «falta de dados»


sobre os efeitos dos problemas ambientais nas pessoas.

Na véspera da 4ª Conferência Ministerial sobre Ambiente e Saúde, promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que começou hoje em Budapeste, os ambientalistas apontam áreas de intervenção prioritárias em Portugal que deveriam ser tratadas num Plano Nacional para o Ambiente e Saúde.

«A poluição do ar é uma das áreas que mais nos preocupa em Portugal, tal como a poluição química e da água. Em muitos dos casos a falta de dados é muito grande e não temos estudos que demonstrem o efeito de determinado poluente na saúde humana», sustentou Susana Fonseca, que representará a Quercus na Conferência que decorre na capital húngara.

A Quercus argumenta que não existem dados concretos sobre os níveis de poluição interior em locais como creches ou escolas. A mesma falta de dados verifica-se em relação ao efeito de determinadas substâncias químicas na saúde humana. Os ambientalistas assinala também os «grandes problemas de poluição do ar em praticamente todas as cidades portuguesas».

«O ambiente e a saúde são áreas que não têm trabalhado conjuntamente da melhor forma. Juntar a área da saúde e do ambiente é uma forma de atacar as causas dos problemas e ajudar a prevenir as doenças que decorrem de factores ambientais», sublinhou Susana Fonseca em declarações à Lusa.

Segundo um estudo patrocinado pela OMS, apresentado na semana passada, morrem anualmente na Europa 100 mil crianças e adolescentes até aos 19 anos devido à poluição do ar, ao uso de água imprópria e à contaminação por chumbo.

A poluição do ar e o envenenamento por chumbo (devido à sua utilização em combustíveis) são os principais responsáveis pela morte de crianças entre os zero e os quatro anos, matando, respectivamente, cerca de 13 mil e dez mil crianças, aponta o estudo. O consumo de água imprópria e a falta de saneamento básico são responsáveis, anualmente, pela morte de 13 mil crianças até aos 14 anos.

Na Conferência de Budapeste, que decorre até sexta-feira, participam ministros da saúde e do ambiente dos 51 países da região europeia da Organização Mundial de Saúde.

Portugal estará representado pelo ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, pelo director-geral da Saúde, Pereira Miguel, e por duas técnicas do Ministério do Ambiente
 
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